quinta-feira, 17 de maio de 2018

Fatias de Resende

Revista Eva, 08 de Maio de 1926

 Fatias de Resende

1/2 [meio] quilo de açúcar
600 gramas de farinha
3 dúzias de ovos.

Põe-se o açúcar numa tigela com 12 gemas, batendo-se muito bem, depois junta-se-lhe a farinha com 24 ovos batidos, gema e clara, continuando a bater tudo muito bem.
Quando se vê que a massa está muito bem ligada e fina põe-se num tabuleiro untado de manteiga e vai ao forno a cozer. Quando está pronto, tira-se do tabuleiro e corta-se em fatias que se põem numa travessa. Tem-se feito um pouco de açúcar em ponto com que se molham as fatias e colocam-se de novo numa travessa para se servirem.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Pães de Yorkshire


Para juntar à biblioteca de livros de receitas do Blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda, comprei hoje este livro baseado nas obras de Jane Austen, famosa autora de, entre outros, Sensibilidade e Bom Senso e Orgulho e Preconceito.
Está um livro muito simples, com boas receitas, relativamente fáceis, pontuadas aqui e acolá com alguns excertos de diversas obras de Jane Austen onde se fala de um ou outro prato. 
Para dar as boas-vindas a este livro de Ana da Costa Cabral, publicado pelas Publicações Europa-América, aqui fica uma receita ideal para o five o'clock tea de fim-de-semana.

Ana da Costa Cabral, Cozinha da Sensibilidade e Bom Senso: A Cozinha de Jane Austen,
Publicações Europa-América, Mem-Martins, 2006 - pág. 70

Pães de Yorkshire

250 g. de farinha
Sal q.b.
2 ovos
250 ml de leite
Gordura para untar q.b.

Numa tigela deita-se a farinha e uma pitada de sal. Faz-se uma cova no meio onde se deitam os ovos e o leite. Mistura-se bem até que a massa esteja firme e lisa, tapa-se e deixa-se descansar 1 hora. Junta-se 1 colher de sopa de água e mexe-se de novo.
Aquece-se o forno e untam-se as forminhas com a gordura. Levam-se ao forno para aquecer a gordura, retiram-se do forno e enchem-se de imediato até 2/3 [dois terços] de altura.
Cozem-se até que os pãezinhos estejam dourados e servem-se quentes.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A 1ª receita do 1º número da famosa revista TeleCulinária, do Chefe Silva.


Teleculinária, nº 1 - 04 de Outubro de 1976

Esta semana, depois de algum tempo de ausência por motivos profissionais, resolvi trazer-vos a capa do 1º número da famosíssima revista TeleCulinária, dirigida pelo não menos famoso Chefe Silva, e a primeira receita de todas a ser lá publicada: Molho de Piri-piri. Muito interessante é também o editorial escrito pelo Chefe António da Silva, espécie de carta de intenções que, passados mais de 40 anos, podemos dizer - e AGRADECER - que foram cumpridas.
Eis aqui então, na sua edição original, para vosso deleite.

Molho Piri-Piri

Malaguetas vermelhas
Malaguetas verdes
Um pedacinho de cebola
Uma casca de limão
2 dentes de alho
1 folha de louro
Sal q.b.
Azeite 
Vinagre

Depois das malaguetas lavadas, retire-lhes o pé e abra-as ao meio no sentido do comprimento. Meta-as dentro da garrafa ou frasco, de modo a não ocupar mais de um terço da capacidade. em seguida, introduza a cebola, a casca do limão, os 2 dentes de alho, a folha de louro e o sal que julgar necessário.
Encha depois a garrafa em duas partes de óleo e uma de vinagre e rolhe muito bem. Deixe fechada 8 a 15 dias, agitando o conteúdo uma vez por dia.
Ao fim deste tempo, tem um piri-piri agradável que lhe dura muitíssimo tempo e pode ser usado directamente na comida e à mesa.
Substitua a rolha estanque por outra com uma ranhura para o molho sair em gotas e ser facilmente doseado. Não se esqueça de agitar sempre antes de usar.

Não deixem de ler o artigo publicado pelo Observador, por ocasião dos 40 anos da TeleCulinária. Veja o artigo aqui: https://observador.pt/2016/10/02/40-anos-de-teleculinaria-uma-pitada-de-historia-e-5-curiosidades/

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Massa Espanhola


Massa Espanhola

1 cálice de leite, outro de vinho branco e outro de azeite. Junta-se sal e farinha até ficar uma massa boa para tender pastéis de massa tenra.

terça-feira, 10 de abril de 2018

A não perder...


A cozinha medical da gente comum: alimentos, formas de preparação, por Iria Gonçalves. 
27 de Abril de 2018, 17.00 horas, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Duas receitas de família no livro Doçuras de Isabel Silvestre: Bolo de Noz e Fitas de Carpinteiro


Estas férias da Páscoa tive conhecimento, através dos meus primos de Vouzela, que há uns anos a singular cantora de Manhouce, Isabel Silvestre, havia lançado um livro de receitas de doces muito peculiar, tratando-se de uma recolha realizada entre diversas famílias e gentes da região de Lafões que, de forma generosa e apontando o futuro, disponibilizaram para todos as receitas tradicionais da sua região ou da sua história.
Ora, entre essas receitas, estão duas da casa de meus Bisavós - Maria das Dores e João - que foi berço de um extraordinário conjunto de irmãos, onde se incluía o nome da minha Avó Eduarda, um dos pilares deste blog.
Infelizmente, este livro teve uma tiragem muito curta... se alguém, algum dia, o vir à venda POR FAVOR contacte-me.
Muito obrigado e espero que gostem.

Casa de Passos

Bolo de Noz

250 gr. de açúcar
250 gr. de nozes raladas
7 ovos

Bate-se o açúcar com as gemas, juntam-se as nozes e as claras batidas em castelo. Vai ao forno em tabuleiro forrado de papel e bem untado.

Recheio 1:
1/2 (meio) litro de leite, 150 gr. de açúcar, 2 colheres de sopa da farinha maizena, 175 gr. de manteiga. Com o leite, açúcar e maizena, faz-se um creme e deixa-se arrefecer completamente. Bate-se a manteiga e vai-se juntando o creme às colheres, batendo sempre.

Recheio 2:
Se preferir, pode rechear o bolo com ovos moles.

Receita da Quinta da Passos de Carvalhais

 

Fitas de Carpinteiro

100 gr. de açúcar, 100 gr. de farinha, 100 gr. de manteiga e 3 claras sem se baterem. Junta-se tudo e, depois de bem ligado, com uma colher de sopa, deitam-se fitinhas de massa, estreita, num tabuleiro untado de manteiga e vão ao forno. Logo que estejam louras, muito rapidamente, enrolam-se, fingindo fitas de carpinteiro.

Receita da Quinta de Passos de Carvalhais.


Eis a receita das Fitas de Carpinteiro pelo punho da minha Avó Eduarda, pertencente à família da Casa de Passos. A receita já havia sido publicado AQUI.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Creme Caramel

Revista Eva, 09 de Maio de 1936

Creme Caramel

Faz-se um creme à inglesa com meio litro de leite, uma colher de maizena, algum açúcar, casca de limão ou baunilha. Em fervendo juntam-se-lhe três gemas de ovos fora do lume, mexendo sempre. Põe-se outra vez ao lume para levantar fervura e deita-se em tacinhas. Põe-se ao lume uma caçarola com quatro colheres de açúcar, bem cheias, sem água, e quando o açúcar estiver derretido e de côr castanho claro, deita-se uma colher dentro de cada tacinha.
Esta última operação deve ser feita somente quinze minutos antes de ir para a mesa.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Bolo Para o Chá - Fotoreportagem

Bater 5 gemas com 250 grs. de açúcar.
Quando estiver em creme, juntar as claras em castelo
e 250 grs. de farinha (eu coloquei uma colher de chá de fermento).
Por fim a colher de chá de sumo de limão.
Mexer muito bem a massa
e deitá-la em forma redonda untada com margarina e polvilhada de farinha.
Vai a forno quente.

E cá está ele, um Bolo Para o Chá muito fofo e fácil de se confeccionar.
Eu resolvi rechear o meu com Lemon Curd... mas imagino que com compotas, chantilly, doce de ovos ou outro qualquer recheio a seu gosto ligará muito bem. É um bolo seco e fofo, sem gordura de manteiga ou margarina. Daí achar que pede um recheio ou uma cobertura. Pode dar largas à sua imaginação.
Para um dia chuvoso, o bolo ideal.

Veja a receita AQUI.

sábado, 10 de março de 2018

Aletria de Leite sem Ovos - Fotoreportagem

Deita-se 400 grs. de aletria
em bastante água fervente até branquear.

Ao mesmo tempo vai pondo a aquecer, em lume fraco,
600 ml. de leite com o vidrado de limão e pau de canela (opcional)
Quando branquear escorre-se e põe-se o leite,
com o vidrado do limão (e o pau de canela) no tacho
e de novo a aletria a cozer.
Mistura-se 250 grs. de açúcar e mexe-se.
Quando a aletria está bem cozida, e semi-enxuta, tira-se do lume
e retira-se o vidrado de limão (e o pau de canela)
.
Liga-se com 100 grs.de manteiga e mexe-se bem.
E cá está ela... pouco amarelinha porque não leva ovos...
Para quem não poder comer ovos, aqui está uma óptima sobremesa... a famosa e portuguesa aletria. Esta fica de cortar à faca e fez sucesso entre os convivas. Eu, confesso, prefiro a aletria com leite e ovos, cuja receita pode ser vista AQUI
Nada como experimentarem as duas e decidirem por vós mesmos. Façam-nas e digam de vossa justiça. Partilhem comigo a vossa "degustação".